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HIP HOP 80’sp: Um Mergulho na Revolução que Nasceu no Asfalto de São Paulo

  • Foto do escritor: Crica Monteiro
    Crica Monteiro
  • 14 de mar.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 15 de mar.

Você consegue imaginar São Paulo nos anos 80? Entre o fim da ditadura militar e a explosão de cores nas cinzas da metrópole, nascia um movimento que mudaria a cara da capital paulista para sempre. Recentemente, visitei — mais de uma vez, confesso — a exposição "HIP HOP 80’sp – São Paulo na Onda do Break", no Sesc 24 de Maio, e saí de lá com a certeza de que precisava compartilhar essa experiência com vocês.



Com curadoria de lendas vivas como OSGEMEOS, KL Jay, Thaíde, Sharylaine, Rooneyoyo, ALAM Beat e Rose MC, a mostra é muito mais que uma exposição: é uma reparação histórica e uma celebração da nossa existência.



A Rua como Rede Social Analógica

Diferente de hoje, onde a informação está a um clique, o Hip Hop em SP foi forjado no asfalto. Locais como a Rua 24 de Maio, a Estação São Bento, a Praça Roosevelt e o Ibirapuera eram os nossos "portos seguros".



Naquela época, você ia para a São Bento para aprender um passo de break novo ou conseguir uma fita cassete importada. Era a rede social analógica. Como artista, percebo que se não fosse essa vivência crua da rua, o movimento talvez nem existisse com a força que tem hoje.



Criatividade na Escassez e Resistência

Um dos pontos mais emocionantes da exposição é ver como a criatividade floresceu em um momento de repressão política. Durante a transição da ditadura, fazer arte era um ato de sobrevivência.



Vemos figurinos originais das primeiras crews customizados à mão e equipamentos de som improvisados. Para jovens negros e periféricos, o Hip Hop não era apenas diversão; era um grito de "eu existo". É esse DNA de resistência que ainda hoje corre nas veias do graffiti e do rap nacional.



Um Acervo de 3.000 Itens: Do Bronx para o Centro de SP

A expografia está impecável. São mais de 3.000 itens que unem a origem no Bronx (EUA) à identidade paulistana. Entre fotos raras da Martha Cooper, registros do Henry Chalfant e itens do Museum of Graffiti de Miami, o que mais brilha é o cuidado em listar cada colaborador. Logo na entrada, um painel enorme homenageia quem "amassou o barro" para que nós pudéssemos caminhar hoje.



Reconhecimento Merecido: O Prêmio APCA

Não é à toa que a exposição venceu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) de 2025 na categoria "Projeto Especial". É um marco para a cultura urbana ocupar espaços institucionais com tanta qualidade e respeito à acessibilidade (a mostra conta com recursos táteis, Braille e audiodescrição).



Por que você precisa ir visitar a exposicão?

Para entender quem somos hoje como artistas e cidadãos, precisamos olhar para o que aconteceu lá atrás. O Hip Hop é a história viva de São Paulo.



A exposição fica em cartaz até o dia 29 de março de 2026 no SESC 24 DE MAIO de segunda a domingo e a entrada é gratuíta. Se você ainda não foi, vá. E se já foi, me conte aqui nos comentários: qual objeto ou história mais te tocou?


 
 
 

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