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Como foi minha Vivência de Graffiti na Virada Cultural com o Sesc Bom Retiro

Foto do escritor: Crica Monteiro
Crica Monteiro
11 de jun.
3 min de leitura

Todos os anos, São Paulo para para respirar arte na Virada Cultural. É aquele momento em que a cidade vira um palco gigante e a cultura ocupa cada esquina. Desta vez, o convite veio de um lugar muito especial: o SESC Bom Retiro me chamou para colar na programação e comandar uma vivência de graffiti!

Mas se você acha que a vivência começa só na hora em que o spray solta o primeiro jato de tinta, senta aí que eu vou te contar os bastidores desse corre porque para esse caso o trabalho começa muito antes.



O Corre Invisível: Marcenaria e Parceria "Casca de Bala"

Para que o público pudesse pintar com tranquilidade, o SESC me pediu para criar um suporte resistente que servisse como a nossa tela gigante. E é nessa hora que a gente vê o valor de ter uma rede de apoio de respeito.

Chamei para o time aquele parceiro que é "casca de bala" pau pra toda obra e sempre está comigo nas missões (Tortu), estilo Edward Mãos de Tesoura das ferramentas. O cara que não tempo ruim e que, se precisar, constrói até uma parede do zero. Com o suporte montado e estruturado, estávamos prontos para o próximo passo.



O Plano: Duas Horas para Fazer Acontecer

Com tudo pronto, era hora de pensar na dinâmica da oficina. Como a nossa vivência tinha a duração de duas horas — o que no relógio do graffiti passa voando! —, eu preparei um pré-esboço na superfície.



Fazer essa base foi essencial. Assim, ficaria muito mais simples e didático explicar para a turma os conceitos básicos de como manusear a lata de spray, controlar o traço e a pressão, garantindo que todo mundo tivesse uma experiência visualmente satisfatória e divertida no final.



A Hora da Oficina

A vivência foi aberta para um público totalmente diverso por uma inscrição que acontecia no SESC Bom Retiro. Tinha curiosos que sempre quiseram entender como o graffiti funciona, adultos de todas as idades, pessoa que já conheciam o meu trabalho e queriam me conhecer também e, claro, as crianças! Elas participaram com toda a segurança do mundo, sempre com os responsáveis por perto.


Uma pausa para lembrar: para muita gente ali, tanto adultos quanto os pequenos, aquela era a primeiríssima vez segurando uma lata de tinta spray. Sentir o peso da lata, o barulho da bolinha misturando a tinta e o fluxo da cor saindo no bico é algo mágico, e ter esse suporte técnico e acolhedor faz toda a diferença para perder o medo.

Ah, e o clima de São Paulo resolveu dar aquela trollada básica. A previsão era de chuva e o tempo não estava colaborando. Mas a rua também é feita de conexões: o pessoal do Museu da Energia, que fica logo em frente, salvou o dia e serviu como a nossa base protegida.



Painel Pronto, Assinado e Entregue ao sesc

O resultado não poderia ter sido mais lindo. O painel foi completamente finalizado pela turma, ganhando as cores, os traços e a energia de cada um que passou por ali. Depois de pronto, a obra foi oficialmente assinada pela nossa vivência de oficina de graffiti.



Em seguida, a equipe do SESC levou a estrutura para a frente da unidade para fazer a instalação oficial bem na entrada do prédio.

O graffiti é isso: é arte que nasce da vivência coletiva, que se constrói a muitas mãos e que acontece no seu habitat natural — a rua. Ver aquele painel brilhando na fachada do Sesc, sabendo que cada pedacinho dele teve a história de um morador ou visitante da Virada Cultural, é a maior recompensa de todo o corre.



E você, já mandou o seu traço?

Agora eu quero saber de você: já teve a experiência de pintar com tinta spray alguma vez na vida? E o que achou do resultado final do nosso painel coletivo? Deixa aqui nos comentários, vamos trocar essa ideia!


E como eu contei aqui para você que eu também trabalho com algumas pessoas, quero deixar em agradecimento o nome delas aqui:

🔨​Junior o Tortu (@juniortortu): na montagem

📸​ Fábio André: na fotografia

🔋​ Ana Paula (@a.p.alcantara): na produção


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